Como uma instituição financeira reduziu em 83% o tempo de modernização dos seus sistemas com IA Generativa

Em instituições financeiras, a tecnologia é o coração do negócio e os números confirmam isso. O setor bancário global destina entre 6% e 12% da receita para TI, uma proporção superior à de qualquer outro grande setor. No Brasil, esse investimento chegou a R$ 47,8 bilhões em 2025, crescimento de 58,4% nos últimos cinco anos (Fonte: Febraban, 2025; McKinsey, 2024).

Mas por trás das interfaces modernas e das experiências digitais que os clientes veem, existe uma realidade difícil: grande parte das operações bancárias ainda depende de sistemas desenvolvidos há décadas, escritos em linguagens de programação antigas, sustentados por frameworks descontinuados e mantidos por equipes que precisam dividir seu tempo entre corrigir o passado e construir o futuro.

O problema é que uma parcela desproporcional desse investimento não financia inovação, financia o passado. Bancos gastam, em média, quase 70% do orçamento de TI apenas mantendo sistemas existentes e respondendo a exigências regulatórias. Isso significa que, de cada R$10 investidos em tecnologia, menos de R$3 estão efetivamente construindo o futuro do negócio (Fonte: Accenture, Banking Top Trends 2026).

E esse era exatamente o cenário enfrentado por uma instituição financeira.

Um volume expressivo de sistemas em código desatualizado gerava uma demanda crescente de manutenção, sobrecarregava as equipes de desenvolvimento e criava um dilema estratégico clássico: refatorar ou manter?

A baixa produtividade, especialmente entre desenvolvedores mais novos que chegavam sem familiaridade com linguagens e arquiteturas antigas, tornava o problema ainda mais urgente. Era preciso encontrar uma saída.

Os desafios específicos do setor bancário

Modernizar sistemas em qualquer empresa já é uma tarefa complexa. Em um banco, a complexidade se multiplica por fatores que não existem na maioria dos outros setores:

  • Regulações e conformidade: toda mudança precisa estar aderente às normas do Banco Central, passar por auditorias e garantir rastreabilidade total das alterações.
  • Segurança e privacidade de dados: códigos-fonte e dados sensíveis não podem ser enviados para plataformas externas ou serviços em nuvem pública sem controles rigorosos. A soberania sobre a informação é inegociável.

Qualquer solução que não considerasse essas dimensões estaria fadada ao fracasso antes mesmo de começar.

Legado prejudica eficiência operacional e faz pressão sobre orçamento de TI bancário:

  • Parte relevante desse orçamento permanece presa à sustentação do passado. Como vimos, bancos gastam quase 70% do orçamento de TI mantendo sistemas existentes e atendendo demandas regulatórias contínuas. Além disso, 68% dos decisores de TI dizem que legado impede adoção plena de tecnologias modernas.

A complexidade tecnológica dos bancos cresceu de forma estrutural:

  • Número médio de fornecedores de aplicações passou de 131 para 209 por US$ 1 bilhão de receita, alta de quase 60%. Essa fragmentação ajuda a explicar por que modernizar código legado em bancos não é apenas reescrever sistemas: é reduzir dependências, preservar regras críticas de negócio, simplificar integrações e controlar risco operacional em um ambiente regulado.

Risco de migração trava modernização:

  • 69% dos bancos dizem que o risco de migração impede adoção de core de próxima geração.

Em outras palavras: sem modernização estruturada, a complexidade acumulada tende a consumir uma parcela crescente do orçamento e reduzir a capacidade de inovação.

O desafio não é apenas modernizar. É modernizar com mais eficiência, com segurança, rastreabilidade e confiabilidade suficientes para um ambiente bancário crítico.

A solução

Foi para responder a esse desafio que o IEBT Innovation desenvolveu uma solução dedicada à modernização de código legado em ambientes de alta criticidade, onde errar não é uma opção.

A solução é um fluxo agêntico, ou seja, um conjunto de agentes de inteligência artificial que atuam de forma coordenada e autônoma em etapas encadeadas do processo, baseado em modelos de linguagem de grande escala (LLMs).

A arquitetura adota princípios de Spec-Driven Development: antes de qualquer transformação de código, os agentes produzem e validam especificações formais do comportamento esperado dos sistemas, criando uma camada de contrato técnico que orienta cada etapa subsequente e garante rastreabilidade de ponta a ponta.

A solução foi projetada para operar dentro dos limites de segurança e conformidade exigidos pelo setor financeiro, garantindo que nenhum dado sensível deixe o ambiente controlado da instituição.

O diferencial da abordagem está na leitura e produção de artefatos críticos ao processo de modernização: documentação técnica, mapeamento de dependências, geração de testes automatizados, refatoração de código e validação de conformidade. Cada etapa é conduzida pelos agentes com supervisão humana nos pontos de decisão mais sensíveis, combinando a velocidade da IA com o julgamento dos especialistas.

Resultados que falam por si

A aplicação na instituição financeira gerou resultados que validam tanto a abordagem técnica quanto o impacto de negócio:

Indicadores e resultados

APIs modernizados de ponta a ponta: 5 sistemas
Aprovação em testes de integração e uso: 100%
Redução no tempo médio de modernização: 83%
Redução de warnings na compilação (.NET): 12%
Cobertura de testes nos sistemas modernizados: 92% em média
Dependências modernizadas: 85%

Além dos números, a instituição atestou formalmente o retorno sobre o investimento (ROI) da solução, um indicador que vai além da performance técnica e confirma o valor estratégico da iniciativa para o negócio.

O que esses números significam na prática

Liberar tempo para as equipes de desenvolvimento se dedicarem à inovação reduz o custo operacional de manutenção e acelera a capacidade do banco de responder às demandas do mercado.

A cobertura de testes de 92% é especialmente relevante em um ambiente regulado: ela significa que os sistemas modernizados chegam ao ambiente de produção com um nível de confiabilidade documentada muito superior ao que tinham antes, reduzindo riscos operacionais e facilitando auditorias.

Os 100% de aprovação nos testes de integração demonstram que a modernização não quebrou nenhuma das funcionalidades existentes, um dos maiores medos de qualquer gestor de TI bancária ao iniciar um projeto desse tipo.

Uma nova forma de encarar o legado

O caso da instituição financeira com a solução desenvolvida pelo IEBT Innovation representa uma mudança de paradigma importante: o código legado deixa de ser um problema sem solução viável e passa a ser um ativo que pode ser modernizado de forma estruturada, segura e economicamente justificável.

A inteligência artificial generativa, quando aplicada com método, governança e profundo entendimento do contexto setorial, não é apenas uma ferramenta de produtividade, é um habilitador estratégico para instituições que precisam equilibrar a operação do presente com a construção do futuro.

Quer entender como a solução do IEBT Innovation pode ser aplicada na realidade da sua instituição? Entre em contato com o nosso time e descubra o potencial de modernização dos seus sistemas.

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