
Em instituições financeiras, a tecnologia é o coração do negócio e os números confirmam isso. O setor bancário global destina entre 6% e 12% da receita para TI, uma proporção superior à de qualquer outro grande setor. No Brasil, esse investimento chegou a R$ 47,8 bilhões em 2025, crescimento de 58,4% nos últimos cinco anos (Fonte: Febraban, 2025; McKinsey, 2024).
Mas por trás das interfaces modernas e das experiências digitais que os clientes veem, existe uma realidade difícil: grande parte das operações bancárias ainda depende de sistemas desenvolvidos há décadas, escritos em linguagens de programação antigas, sustentados por frameworks descontinuados e mantidos por equipes que precisam dividir seu tempo entre corrigir o passado e construir o futuro.
O problema é que uma parcela desproporcional desse investimento não financia inovação, financia o passado. Bancos gastam, em média, quase 70% do orçamento de TI apenas mantendo sistemas existentes e respondendo a exigências regulatórias. Isso significa que, de cada R$10 investidos em tecnologia, menos de R$3 estão efetivamente construindo o futuro do negócio (Fonte: Accenture, Banking Top Trends 2026).
E esse era exatamente o cenário enfrentado por uma instituição financeira.
Um volume expressivo de sistemas em código desatualizado gerava uma demanda crescente de manutenção, sobrecarregava as equipes de desenvolvimento e criava um dilema estratégico clássico: refatorar ou manter?
A baixa produtividade, especialmente entre desenvolvedores mais novos que chegavam sem familiaridade com linguagens e arquiteturas antigas, tornava o problema ainda mais urgente. Era preciso encontrar uma saída.
Modernizar sistemas em qualquer empresa já é uma tarefa complexa. Em um banco, a complexidade se multiplica por fatores que não existem na maioria dos outros setores:
Qualquer solução que não considerasse essas dimensões estaria fadada ao fracasso antes mesmo de começar.
Legado prejudica eficiência operacional e faz pressão sobre orçamento de TI bancário:
A complexidade tecnológica dos bancos cresceu de forma estrutural:
Risco de migração trava modernização:
Em outras palavras: sem modernização estruturada, a complexidade acumulada tende a consumir uma parcela crescente do orçamento e reduzir a capacidade de inovação.
O desafio não é apenas modernizar. É modernizar com mais eficiência, com segurança, rastreabilidade e confiabilidade suficientes para um ambiente bancário crítico.
Foi para responder a esse desafio que o IEBT Innovation desenvolveu uma solução dedicada à modernização de código legado em ambientes de alta criticidade, onde errar não é uma opção.
A solução é um fluxo agêntico, ou seja, um conjunto de agentes de inteligência artificial que atuam de forma coordenada e autônoma em etapas encadeadas do processo, baseado em modelos de linguagem de grande escala (LLMs).
A arquitetura adota princípios de Spec-Driven Development: antes de qualquer transformação de código, os agentes produzem e validam especificações formais do comportamento esperado dos sistemas, criando uma camada de contrato técnico que orienta cada etapa subsequente e garante rastreabilidade de ponta a ponta.
A solução foi projetada para operar dentro dos limites de segurança e conformidade exigidos pelo setor financeiro, garantindo que nenhum dado sensível deixe o ambiente controlado da instituição.
O diferencial da abordagem está na leitura e produção de artefatos críticos ao processo de modernização: documentação técnica, mapeamento de dependências, geração de testes automatizados, refatoração de código e validação de conformidade. Cada etapa é conduzida pelos agentes com supervisão humana nos pontos de decisão mais sensíveis, combinando a velocidade da IA com o julgamento dos especialistas.
A aplicação na instituição financeira gerou resultados que validam tanto a abordagem técnica quanto o impacto de negócio:
Indicadores e resultados
APIs modernizados de ponta a ponta: 5 sistemas
Aprovação em testes de integração e uso: 100%
Redução no tempo médio de modernização: 83%
Redução de warnings na compilação (.NET): 12%
Cobertura de testes nos sistemas modernizados: 92% em média
Dependências modernizadas: 85%
Além dos números, a instituição atestou formalmente o retorno sobre o investimento (ROI) da solução, um indicador que vai além da performance técnica e confirma o valor estratégico da iniciativa para o negócio.
Liberar tempo para as equipes de desenvolvimento se dedicarem à inovação reduz o custo operacional de manutenção e acelera a capacidade do banco de responder às demandas do mercado.
A cobertura de testes de 92% é especialmente relevante em um ambiente regulado: ela significa que os sistemas modernizados chegam ao ambiente de produção com um nível de confiabilidade documentada muito superior ao que tinham antes, reduzindo riscos operacionais e facilitando auditorias.
Os 100% de aprovação nos testes de integração demonstram que a modernização não quebrou nenhuma das funcionalidades existentes, um dos maiores medos de qualquer gestor de TI bancária ao iniciar um projeto desse tipo.
O caso da instituição financeira com a solução desenvolvida pelo IEBT Innovation representa uma mudança de paradigma importante: o código legado deixa de ser um problema sem solução viável e passa a ser um ativo que pode ser modernizado de forma estruturada, segura e economicamente justificável.
A inteligência artificial generativa, quando aplicada com método, governança e profundo entendimento do contexto setorial, não é apenas uma ferramenta de produtividade, é um habilitador estratégico para instituições que precisam equilibrar a operação do presente com a construção do futuro.
Quer entender como a solução do IEBT Innovation pode ser aplicada na realidade da sua instituição? Entre em contato com o nosso time e descubra o potencial de modernização dos seus sistemas.