
Recife vivia desafios típicos de grandes centros urbanos, da qualidade das vias e mobilidade à redução de filas na saúde, combate à fome e estímulo a hábitos saudáveis. Ao mesmo tempo, a administração pública enfrentava barreiras internas: como contratar inovação com segurança jurídica? Como selecionar problemas realmente prioritários? E como aproximar-se do ecossistema de inovação sem perder o foco no cidadão? Esse contexto acendeu a necessidade de um novo paradigma de gestão: abrir a prefeitura para a colaboração com startups, universidades, empresas e sociedade, com método, governança e resultados mensuráveis.

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Surge o E.I.T.A! Recife (Esquadrão de Inovação e Transformação Aberta), estruturado sobre um processo de mudança inspirado nos oito passos de John Kotter. A jornada começa com o Banco de BO’s (mapeamento e priorização de macroproblemas com envolvimento das partes interessadas), passa por oficinas de design de problemas (imersão, jornada do usuário, Ishikawa e pergunta-desafio “Como podemos…?”, transformando problemas em desafios) e avança para a execução em esteiras de inovação.
Para viabilizar e escalar, o programa ancora-se no Marco Legal das Startups (LC 182/2021) e utiliza esteiras de inovação para achar soluções:
As 4 esteiras da inovação bebem da fonte dos Dados Abertos por meio do Hub de Dados Abertos da Prefeitura do Recife. São mais de 800 conjuntos de dados públicos reunidos em um único ambiente, fomentando transparência, pesquisa e surgimento de novas soluções. Ponto primordial para o sucesso de um programa de Inovação Aberta.
Resultados dos 3 Ciclos de Inovação Aberta (2021–2025)
Obs: O Terceiro Ciclo está em andamento com 4 desafios.
Entre as soluções de impacto, fruto do EITA!Recife, podemos destacar os produtos da Saúde Digital (Absens e Integra.ai), que vem reduzindo o tempo de fila, integrando sistemas da Regulação e do SUS e controlando o absenteísmo por meio de modelos preditivos, com uso de inteligência artificial no overbook e comunicação assertiva pelo whatsapp.
Como resultado, mais de 250 mil vagas foram reaproveitadas, gerando uma economia de + 16 milhões e zerando a fila de oftalmologia na cidade do Recife. As soluções já escalaram e hoje são produtos replicados em diversas cidades e estados, como o estado do Amazonas e nas Cidades de Cajamar/SP e Nova Lima-MG.
01) Cultura como alicerce: mudanças sustentáveis exigem um processo formal de gestão da mudança e engajamento contínuo.
02) Clareza estratégica e comunicação constante: visão bem definida, comunicada repetidamente, reduz incerteza e resistência.
03) Patrocínio efetivo: apoio da alta gestão garante prioridade, remove barreiras e acelerar decisões.
04) Escala com prudência: pensar grande, iniciar em pequena escala e avançar rapidamente com quick wins.
05) Tolerância a falhas: tolerar o erro de forma controlada e corrigir com celeridade, melhora a qualidade das entregas.
06) Institucionalização da inovação: decretos, políticas e marcos legais transformam boas práticas em política de Estado.
07) Simplicidade operacional: ferramentas acessíveis e colaborativas superam sistemas complexos.
08) Protagonismo da área-fim: o “dono do desafio” deve liderar a solução, garantindo aderência e compromisso.
09) Atratividade para o mercado: modelos de copropriedade intelectual e continuidade contratual estimulam a participação de startups.
10) Envolvimento das partes interessadas do problema: partir de dores reais, envolver as pessoas certas, descobrir as causas raízes, transformar problemas em desafios detalhados, evitar soluções descoladas da realidade.
11) Leitura de mercado: prospecção ativa reduz retrabalho e evita “reinvenção da roda”.
12) Parcerias ampliam alcance: cooperações nacionais e internacionais diversificam soluções e aceleram a maturidade.

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